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| Selecção de Março - 2008 - Esgotado
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| Clos Mogador 2005 |
René Barbier fez parte do grupo de sete jovens enólogos que restituíram o orgulho e o esplendor à região do Priorato. Um movimento com alguns contornos hippies, liderado por René Barbier, em demanda de uma casa e uma vida no campo, na descoberta de novas fronteiras, no desbravar de uma região seca, pedregosa e montanhosa, no coração da província de Tarragona. Uma região que, apesar de uma tradição vinícola encetada nos tempos romanos, era à época uma região perdida no tempo, de vinhas desprezadas e abandonadas, uma região devastada pela filoxera, pela pobreza e pela emigração. René Barbier encontrou uma região de terra barata, carregada de vinhas velhas de Caniñena e Garnacha, as duas castas emblemáticas do Priorato, onde o espírito de partilha e comunhão se estendeu à criação de uma adega improvisada, partilhada pelos famosos sete pioneiros. René Barbier elegeu uma vida difícil, de renúncias e sacrifícios, mas também uma vida de forte comunhão com a natureza e os elementos. Apesar de o Clos Mogador poder ser encarado como um vinho de autor, um vinho que retrata de forma fiel o temperamento peculiar de René Barbier, o Clos Mogador é, acima de tudo, um vinho de "terroir", um vinho de uma vinha, um vinho da terra.
A edição 2005 espelha de forma rigorosa o cunho típico do Priorato, e sobretudo, o carácter Mogador. É um Mogador simultaneamente potente e meigo, mineral e terroso como poucos, frutado mas diplomático, um Priorato que, apesar da austeridade de pensamento, diz muito ... em meia dúzia de palavras. Mas o que verdadeiramente impressiona neste Clos Mogador é a persistência, a intensidade da experiência, a complexidade de boca. O que emociona são as nuances, a frescura mentolada, a acidez refrescante e o final interminável. Tudo isto num vinho com um incrível potencial de guarda. Para maximizar a experiência abra-o sempre com a devida antecedência, agora ou durante os próximos 20 anos... e será recompensado! |
Características
| Região: |
Priorato (Espanha) |
| Castas: |
40% Garnacha, 28% Cabernet Sauvignon, 17% Syrah e 15% Cariñena |
| Estágio: |
18 meses em barricas novas de 300 litros |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Produção: |
30.000 garrafas |
| Enólogo: |
René Barbier |
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O nosso Preço: 2
x 45,00 EUR
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| Zambujeiro 2004 |
Sim, sim, o Zambujeiro 2004 é mesmo um vinho guloso! Um vinho agradavelmente hardcore, um vinho expressivo e franco que privilegia a fruta explícita, os aromas carnudos, o peso e o volume. Em prova cega, sem referências, seria fácil, seguro e intuitivo apontar para Barrossa, McLaren Vale, Margaret River ou qualquer outra região quente do continente australiano. E, no entanto, se olharmos com atenção, com vontade de ver, facilmente adivinhamos que o Zambujeiro foge ao estereótipo do vinho frutadinho, limpinho, certinho e de final doce que preenche o nosso imaginário dos vinhos do novo mundo. Não, não, o Zambujeiro 2004 é muito mais que isso. É realmente preto na cor, concentrado nos aromas, avassalador na fruta, pujante na estrutura, corpulento no volume, musculado no final de boca. Mas também é ferozmente alentejano nos taninos, na suavidade do final de boca, na ligeira rusticidade, na frescura da acidez. Um vinho moderno, de perfil internacional, mas com um carácter genuinamente português.
As vinhas estabelecidas em solo xistoso, as castas portuguesas onde não falta uma pequena parcela de Castelão, e um microclima muito particular, ajudam a explicar a forte identidade portuguesa. A adega primorosa, a câmara de frio que refresca e entretém as uvas vindimadas pela manhã cedo, os balseiros de madeira, o cuidado na escolha das barricas, a cautela extremada, ajudam a explicar a personalidade vincada deste Zambujeiro 2004. Não é seguramente apenas mais um vinho fácil e frutado que rapidamente cai no esquecimento. É um vinho poderoso e rigoroso, que não sendo de guarda prolongada, proporciona desde já momentos de intensa satisfação sensorial. É um vinho de desfruto, de gozo e satisfação, um vinho de volúpia, um vinho de puro prazer. É bom beber vinhos assim! |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
48% Touriga Nacional, 24% Aragonês, 24% Alicante Bouschet e 4% Castelão |
| Vinificação: |
Colheita e selecção manual das uvas, fermentação em balseiros de carvalho francês, 6 semanas de maceração, fermentação maloláctica em barricas |
| Estágio: |
24 meses em barricas novas carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
15% |
| Produção: |
6.000 garrafas |
| Enólogo: |
Nuno Malta |
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O nosso Preço: 1
x 45,00 EUR
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| Cem Reis Syrah Reserva 2005 |
Pergunta - Como é que um grande produtor de cortiça na Serra d'Ossa, no Redondo, dá por si a fazer um grande vinho alentejano? Resposta - Quando a necessidade aguça o engenho! Afinal, tudo começou porque um produtor holandês em terras portuguesas se vê a braços com uma vinha de 14 hectares, vendendo uva, sem vinho próprio. Pouco tardou até sentir, por experiência própria, que o excesso de oferta no Alentejo representava um aperto financeiro de gestão intolerável. Felizmente nunca pensou em desistir! Convidou António Maçanita, um dos mais jovens enólogos alentejanos, para um projecto simplista, um projecto pouco ambicioso que planeava imaginava um vinho simples, a ser engarrafado em bag-in-box. Em boa hora foi dissuadido da ideia e convencido a avançar para um vinho sério, para um vinho que ilustrasse de forma pródiga os predicados da região. A vinha extraordinária assim o permitia. A alegria chegou logo no início da vindima, quando a fruta despejada nos tegões já fazia pressentir uma colheita excepcional. Afinal, a selecção rigorosa, as mondas severas e o cuidado extremado na vinha, acabaram por dar os resultados esperados. Seguiu-se a fermentação em barricas, com um modelo singular que colocou um terço da colheita em barricas novas francesa, outro terço em barricas novas americanas e o terço final em barricas de segundo ano, compradas directamente em Bordéus, em Mouton Rostchild!
O produtor holandês, bisneto de um ministro das finanças holandês, quis homenagear a ascendência com um rótulo que, colado a Portugal, reproduz uma nota antiga de cem reis. Uma escolha acertada para vestir um vinho de estilo tipicamente novo mundo. É um vinho directo, volumoso, envolvente, frutado, especiado, macio nos taninos e na acidez, glicerinado e amplo no final de boca. Mas sempre fiel ás origens, mantendo uma "alentejanidade" que o mantém atraente e singular. Beba-o agora e descubra a sensualidade em forma de vinho! |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
90% Syrah e 10% Aragonês e Alicante Bouschet |
| Vinificação: |
Vindima manual muito selectiva, em caixas de 20 kg. |
| Estágio: |
Estagiou 10 meses em barricas novas: 70% Carvalho Francês grão fino tosta média e 30% Carvalho Americano grão médio tosta média + |
| Teor Alcoólico: |
14% |
| Enólogo: |
António Maçanita |
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O nosso Preço: 1
x 15,00 EUR
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| Passagem 2005 |
É mais uma grata surpresa do Douro. Mais uma estreia nossa! E também mais um vinho com a chancela de Jorge Moreira (esse mesmo, o autor do já consagrado Poeira)! A história conta-se em duas penadas. A família Bergqvist, proprietários da Quinta de la Rosa, sentiu necessidade de comprar uma nova quinta no Douro Superior, uma quinta sem vinha, pronta a civilizar. Mas, vivendo a maior parte do tempo em Inglaterra, anteviam não ter oportunidade de poder seguir os trabalhos da criação de uma vinha nova, de um projecto novo. Com o pragmatismo habitual dos anglo-saxónicos, decidiram oferecer sociedade ao enólogo da casa, Jorge Moreira, numa solução que assegurou em simultâneo continuidade e compromisso. Foi assim que entrou em cena a Quinta das Bandeiras, uma quinta de 100 hectares, mesmo em frente ao Vale Meão, com cerca de 50 hectares nas cotas dos 400 metros e o restante nas margens do Douro.
São 7 hectares de vinha com 25 anos, muita Tinta Roriz nos altos e mais de 20 castas nos baixos, Jorge Moreira optou por incluir sobretudo a Touriga Franca e a Touriga Nacional de vinhas jovens para apurar o lote e assegurar o perfil futuro do Passagem. Passagem, por a Quinta das Bandeiras ser um local de trânsito, por haver uma passagem de nível numa linha de comboio abandonada, mas também por simbolizar a ligação Portugal/Inglaterra. Resultou então um vinho eloquente, frutado, aromático e denso, como é apanágio do Douro Superior, mas também um vinho suavemente austero, estruturado e fresco, como os vinhos que Jorge Moreira gosta de fazer. Um vinho complexo e pleno de nuances, sem o frutado óbvio e generoso em que o Douro Superior é pródigo. A bondade do ano 2005 não terá sido alheio a esta realidade... Este foi o primeiro ensaio, de outros que se vão seguir. Uma estreia a celebrar, num vinho que revive os princípios que Jorge Moreira sempre defendeu - estrutura e complexidade, desta vez acrescidos do exotismo da fruta mais apelativa. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Predominância de Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e uns pozinhos de outras 20 castas |
| Estágio: |
Inox |
| Teor Alcoólico: |
13,5% |
| Enólogo: |
Jorge Moreira |
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O nosso Preço: 2
x 14,00 EUR
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Selecção de Março - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Clos Mogador 2005 |
2 x 45,00 EUR |
| Zambujeiro 2004 |
1 x 45,00 EUR |
| Cem Reis Syrah Reserva 2005 |
1 x 15,00 EUR |
| Passagem 2005 |
2 x 14,00 EUR |
| Totais: |
178,00 EUR |
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