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2007
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| Selecção de Março - 2007 - Esgotado
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| Xisto 2004 |
A importância da segunda colheita na afirmação do rótulo está bem expressa neste Xisto: além de confirmar o perfil desenhado na estreia, eleva e apura o fruto da associação da família Roquette (Quinta do Crasto) com o grupo de Jean-Michel Cazes (Château Lynch-Bages)! Aparece ainda mais equilibrado, macio e aveludado em boca e, nesse sentido, mais "bordalês", fino e sofisticado, que o primeiro.
Daniel Llose, o enólogo dos Cazes, parece ter compreendido melhor até onde pode levar o Douro e trabalhar fruta tão poderosa, limando arestas que o 2003 ainda denunciava, como por exemplo alguma verdura (que, nesta altura, desapareceu já com a evolução em garrafa). Quiçá sacrificando alguma exuberância inicial e notas mais bravias, tão ao nosso gosto, mas compensando em boca, e de que maneira, com uma textura e macieza admiráveis. É seguramente um dos vinhos do Douro mais equilibrados e redondos em boca, com taninos melhor domados. Com essa macieza quase perfeita e algum comprimento extra, leia-se, final mais poderoso, não hesitaríamos nós em colocar a apreciação no singular...
Dito de outra forma, a harmonia do conjunto nesta segunda edição demarca bem o espaço do Xisto: já é um dos nossos melhores tintos para a mesa! Não para impressionar ou encher a boca de taninos selvagens, mas para acompanhar com prazer gastronomias mais cuidadas.
Aliás, nas recentes apresentações do Xisto, em Lisboa e Porto, foi curioso perceber como a maioria dos convidados, quase sem dar por isso, rapidamente trocou a prova de ocasião pela bebida prazenteira. Repetindo, repetindo, sem sinais de cansaço ou de que o copo pudesse entornar... Mérito dos aperitivos disponíveis? Também, claro. Mas, acreditem, não foi isso que fez a diferença para tanta situação idêntica. Foi sim o vinho na sua nobre missão! Ou como dizia, no final, um dos que começou por não descortinar o poderio da origem em vestes tão macias: "mas, porque não fazemos mais como este?" |
Produtor
Quinta do Crasto |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (15%) e Tinta Roriz (25%). |
| Vinificação: |
Em cubas de inox troncocónicas, com temperatura controlada e maceração alcoólica prolongada. |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês (60% novas e 40% de um ano) |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
36 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Daniel Llose e Susana Esteban |
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O nosso Preço: 2
x 35,00 EUR
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| Clos Mogador 2004 |
Aí está uma colheita que o Priorat considera uma das suas melhores, dos últimos anos. Talvez de extremos, mais difícil para os vinhos na base da pirâmide, mas onde os grandes como Clos Mogador, são realmente melhores! Embora alguns produtores locais tenham aproveitado os excessos da canícula (e a receptividade da crítica), para "vender" como tal o ano anterior...
Mas René Barbier é único. O pai fundador do Priorat não disse bem de 2003 porque "o último ano é sempre o melhor"... René ama aquela terra, aquelas uvas. Com todos os excessos. Quem o conhece, sabe que gostou e... gosta. Ponto. Ou seja, continua a preferir o 2003. Por toda uma gama aromática, de ervas, que associa a memórias de infância e ao seu Ródano natal (Rasteau, Cairanne, etc). Mas esse é um caso particular e motivos muito pessoais.
De facto, passe a presunção (já o dissemos ao produtor e, na própria adega, houve logo opiniões idênticas à nossa), este parece-nos muito mais complexo e equilibrado. Desde logo, em 2004, sem problemas de passificação, as uvas de Clos Mogador apresentavam-se num estado incrível. E o resultado, embora a pedir (pelo menos) mais um ano em garrafa, é de espantosa complexidade e riqueza. À medida que o vinho areja, vai da fruta intensa, cereja pretas, framboesa, aos aromas mais terrosos, minerais, caixa de charutos, café, cacau, à mistura com notas florais e um tostado ligeiro, muito agradável. Taninos elegantes mas ainda não completamente domados, enorme equilíbrio e um final quase interminável!
Com um potencial de envelhecimento que faz de Clos Mogador um dos grandes vinhos de guarda de Espanha e do mundo. Sim, convém lembrá-lo, não vá alguém exigir que o vinho revele à primeira, mal cai no copo, toda a sua dimensão. De resto, para os mais impacientes, não será demais recomendar um longo e suave arejamento, no mínimo uma passagem de 3 horas pelo decantador, para que o vinho comece a revelar alguma da complexidade e da riqueza que nos reserva para os próximos 15 ou 20 anos! |
Características
| Região: |
Priorat |
| Castas: |
Garnacha, Carignan, Cabernet Sauvignon, Syrah e Merlot. |
| Vinificação: |
O vinho de René Barbier só conhece madeira: fermentação alcoólica, maceração (30-45 dias) e fermentação maloláctica, fazem-se em barricas de 500 litros. |
| Estágio: |
14 meses em barricas de carvalho francês, 100% novas. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
30 mil garrafas. |
| Enólogo: |
René Barbier |
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O nosso Preço: 2
x 49,60 EUR
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| Jota 2005 |
É seguramente uma das boas novas da temporada! Vinho inserido na vaga de consagrados durienses que juntam aos nomes de topo rótulos mais abrangentes, procurando ampliar a base do negócio. Exibindo maior ou menor ligação à primeira marca, consoante a força e imagem de qualidade que esta projecta. É assim que este assume desde logo o "J", como cunho pessoal do autor do Poeira (leia-se, Jorge Moreira). Mas também do seu parceiro de projecto, Joaquim Cândido, homem do vinho desde sempre ligado à distribuição.
Segundo ambos, o melhor vinho possível, o mais barato possível. Parece lugar comum, mas, uma vez provado, percebe-se o conceito. E vai muito bem com o Jota, pois fazer melhor sem estragar o balanço entre as duas vertentes, parece-nos de facto... impossível!
Expliquemos. Sendo a ideia fazer um vinho para todos os dias, que não fosse nem um cúmulo de complexidade nem de peso... para a carteira, o que Jorge Moreira acabou por fazer está anos luz acima do vulgar tinto frutado, simples e sem interesse. Ou seja, como quase tudo o que o produtor do Poeira toca (quem o conhece sabe que é assim), se era suposto sair amarelo, sai violeta ou verde listado... Traduzindo, no caso e recorrendo a uvas compradas na zona que melhor conhece, muito mais daquilo que na gíria se designa um vinho "quadrado", o que Jorge nos apresenta é um tinto com uma complexidade já muito interessante e óptima capacidade de evolução. Vindimado cedo, em busca de acidez e frescura, fermentado em lagar e estagiado nas melhores madeiras, mas barricas usadas, para não marcar demasiado; o que temos é um vinho fácil de boca mas com nuances aromáticas capazes de cativar os mais exigentes. Para durar e evoluir em garrafa na próxima meia dúzia de anos! Portanto, nada a ver com alguma exuberância frutada que por aí anda, até mais "barata", mas que um ano volvido já entregou a fruta (para não dizer o resto...) ao criador. Pouco acima no preço, este Jota tem muito, muito mais que se lhe diga...
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Mistura de castas tradicionais do Douro. |
| Estágio: |
12 meses em barricas francesas usadas. |
| Produção: |
14 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Jorge Moreira |
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O nosso Preço: 2
x 14,90 EUR
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Selecção de Março - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Xisto 2004 |
2 x 35,00 EUR |
| Clos Mogador 2004 |
2 x 49,60 EUR |
| Jota 2005 |
2 x 14,90 EUR |
| Totais: |
199,00 EUR |
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