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Selecção de Dezembro - 2007 - Esgotado
 
Qª da Pellada Baga 2005 Magnum (1,5L)

Para qualquer amante do vinho, é a melhor forma de iniciar o novo ano: com a oferta única, de um dos vinhos mais equilibrados que se provaram no ano findo! Lançamento limitadíssimo, em venda no Clube e assinalado no mais nobre dos formatos - Magnum - pois este não é seguramente um tinto para o comum dos apreciadores.
Aliás, até em meios mais atentos e interessados, é curioso como a ausência de arestas e o verdadeiro equilíbrio, leia-se, um vinho perfeito para beber, passam praticamente incógnitos. Crítica incluída... A saber, Álvaro Castro teve-o em prova no último Encontro com o Vinho, promovido pela Revista de Vinhos, sem particular realce face às estrelas do momento, incluindo alguns com indicadores claros de evolução menos favorável (a anos luz deste Baga, em termos de potencial e longevidade).

Honra lhes seja feita, melhor prova terão feito particulares que, em visita à adega, se detiveram sobre as barricas de Baga. E, tal como nós, ajudaram a convencer o produtor a não verter tudo para o lote de Pape (50%). Em boa hora, pois é um dos Bagas mais contidos e equilibrados feito por um mestre da casta, o bairradino Ataíde Semedo (Qª. da Dona) que há anos colabora com a Qª da Pellada. Álvaro Castro sublinha a valia desse contributo, para alcançar semelhante resultado com uma casta que no Dão é extremamente difícil (é fundamental a viticultura, não aguenta chuva, como requer extremo cuidado na vinificação). O que explica o facto de apenas uma vez (2000), com o primeiro vinho dessa vinha, ter engarrafado um Baga extreme. Como explica que o antigo director do Centro de Estudos do Dão e grande conhecedor da região, desaconselhasse esse caminho. Teria a ver com a viticultura praticada, pois também é certo que já os grandes vinhos de Tazem (como do próprio Cardoso Vilhena) eram ricos em... Baga! De resto, se dúvidas houvesse, esta é a prova que, no ano certo, com os cuidados certos, o resultado pode ser extraordinário.

Características
Região: Dão
Castas: Baga (100%)
Teor Alcoólico: 13% vol.
Produção: 150 garrafas Magnum.
Enólogo: Álvaro Castro e Ataíde Semedo.
O nosso Preço: 1 x 70,00 EUR

Ch. Pas de L`Ane 1999

Este é "outro" Bordéus, que tanto despreza a hierarquia oficial da região como ignora as dificuldades das origens satélite que gravitam em redor daquela. Trata-se de um expoente do movimento "garagista", a restrita casta que em poucos anos conseguiu rivalizar em preço e qualidade com a nomenclatura local e, também por isso, será dos que mais dificilmente chegam à nossa mesa. No caso, se a coroa "garagista" cabe por inteiro ao fundador do movimento, Jean-Luc Thunevin e o seu Chateau Valandraud, o Pas de l`Ane foi um dos primeiros a empunhar o ceptro. Trata-se de um dos pioneiros da corte que, todos os anos, reúne no nº6 da Rue Guadet, em Saint Émilion. Dito de outra forma, em plena ascensão de Valandraud, este 1999 foi talvez o primeiro vinho distribuído por Thunevin que a classificação de Robert Parker colocou na rampa para o estrelato.

Quem chega à morada acima indicada, para além de uma garagem, no sentido literal do termo, decerto verá em Arnaud Delaire apenas mais um dos alegres provadores que ali cirandam. Magro, quase insignificante, sempre risonho e já meio rosado, como que na fronteira do ébrio, denunciando a paixão de quem não só prova mas bebe com prazer. Nada nele indicia um dos grande vinificadores de Merlot da "rive droite". Mas também por isso este é "outro" Bordéus.

Esta figura típica da aldeia de Saint Christophe des Bardes (AOC Puisseguin Saint Emilion, onde produz outro tinto muito acessível...) faz um vinho que, em rigor, nada tem a ver com etiquetas habitualmente associadas a vinhos de garagem: nem concentrado em excesso, nem moderno... muito menos sofisticado! Pelo contrário. Arnaud faz vinho sem concessões. Bem elaborado, a um tempo fino e fresco, taninos muito, muito suaves, mas todo ele tradicional, cheio de garra e personalidade. Numa gama de aromas que se podem até considerar rústicos. Bem evoluído, parece-nos agora em óptimo momento de consumo. Pese o natural reflexo no preço, daí também o momento da escolha.

Características
Região: Saint Émilion (Bordéus - França)
Castas: Merlot (60%) e Cabernet Franc (40%).
Estágio: 18 meses em barricas novas de carvalho francês.
Teor Alcoólico: 13% vol.
Produção: 8 mil garrafas.
Enólogo: Arnaud Delaire.
O nosso Preço: 1 x 79,00 EUR

Qª do Mouro 2004

Grande ano, grande vinho, confirmando tudo quanto sempre dissemos do potencial da Quinta e do ranking que ocupa no panorama nacional. Mais, este é grande vinho em qualquer parte do mundo. Ao nível, por exemplo, do 1999 ou do Rótulo Dourado 2002, pois o que perde em robustez nesta fase, em relação a esses, ganha e muito em fineza e elegância. Idêntica estrutura, mas maior equilíbrio. Ou seja, é um dos melhores, talvez mesmo o melhor Quinta do Mouro! Exagero? Se for, fica por nossa conta.
Importantíssimo: não é o produtor quem o diz. Este 2004 nem é o favorito do proprietário, Miguel Louro, que, pessoalmente, inclina-se mais para a robustez e perfil taninoso (menos fino, menos "bebível"...) que aqueles exibiam, nesta idade. Habituado a chegar à maturidade, ao equilíbrio, por essa via? Talvez. Compreende-se. Afinal, a este nível, entre nós, tudo é muito recente. Prontidão ainda não rima com longevidade. É raro. Pelo contrário. O mais que conhecemos são os "feios, duros e maus" que chegam lá com o tempo... enquanto os outros ficam pelo caminho.

Enfim, para o que interessa, do que provamos e aprendemos por esse mundo, este tem tudo. É um vinho completo! Especiarias, fina tosta, toque de fruta madura (sem exageros frutados), taninos firmes mas muito suaves. E longo, muito longo. Cheio de garra mas sóbrio, contido. Numa palavra, nobreza. Nada de excessos, de fruta, madeira ou taninos para encher a boca... Aliás, vale também aqui o comentário feito a propósito do Baga e o facto de um vinhaço destes passar despercebido em comparativos, até de especialistas. No limite, será que a perfeição, a ausência de arestas, não ferem paladares, não chamam a atenção...? Porque, acreditem, tomado isoladamente, seja contra qual for, da região ou até mesmo do país, nesta altura não é fácil, nada fácil, encontrar melhor. De resto, querem comparações directas? Tomem de novo o equilíbrio do Baga. Agora, subam um, não, dois degraus. Menos fruta, perfil mais sério, aromas mais adultos. É este Quinta do Mouro 2004!

Características
Região: Alentejo
Castas: Aragonez (50%), Alicante Bouschet (25%), Touriga Nacional (20%) e Cabernet Sauvignon (5%).
Estágio: 12 meses em barricas de carvalho francês e nacional (50% novas).
Teor Alcoólico: 14,5% vol.
Produção: 25 mil garrafas.
Enólogo: Miguel Viegas Louro e Luís Duarte
O nosso Preço: 1 x 25,00 EUR

O Mouro 2005

"Vêm, vêm o que fazem? Agora pensam que isto é Coca-cola no deserto..."! Foi assim, com o seu particular humor, que o proprietário nos recebeu quando o inquirimos sobre a hipótese de lançar este em simultâneo com o Quinta do Mouro. Na verdade, Miguel Louro não se referia tanto à qualidade do vinho e tão pouco se dirigia a nós em particular. O desabafo, em jeito de provocação, deve-se, isso sim, a toda a polémica que rodeou o aparecimento do rótulo. E, por via disso, à expectativa sobre esta segunda edição.

É sabido, o primeiro (O Mouro 2000) nasceu de um lote desclassificado pela Quinta alentejana, que o nortenho Dirk Niepoort apreciou, a ponto de o comprar e engarrafar. Mas a história, da adega ao rótulo, não se fica por aí. É digna dos anais do vinho e, sem desfazer no papel de outros actores, talvez um dia possamos contá-la. Basta dizer que as primeiras 200 garrafas saíram no Clube, com um rótulo provisório, proscrito pela CVR local. A que o produtor respondeu com um esboço da sua lavra, que ainda hoje guardamos...

Bom, entre versões mais ou menos verídicas, a polémica propagou-se e O Mouro deu brado. Então, e o vinho em si? O seu valor intrínseco, polémicas à parte (daí o comentário do produtor...)? Pois, abstraindo a aura que o projectou, sejamos sinceros: não, não é "coca-cola no deserto". Não chega, por exemplo, à complexidade e maturidade do primogénito da Quinta. É mais simples e directo. Entendamo-nos, não é um tinto qualquer. Pelo contrário. Tanto mais interessante quanto a sua estrutura e frescura o tornam um caso à parte na planície. Talvez ainda mais que o primeiro. Este, Miguel Louro e Dirk Niepoort fizeram-no em parceria, procurando não só a singular frescura do 2000, mas taninos ainda mais firmes, menos doces e arredondados que o estereótipo alentejano. Ou seja, como vinho, este será até mais autêntico. Não esquecendo que a palavra deriva do termo latino para "autor"...

Características
Região: Alentejo
Castas: Trincadeira (50%) e Cabernet Sauvignon (50%).
Estágio: 10 meses em madeira nova francesa.
Teor Alcoólico: 13,5%vol.
Produção: 7500 garrafas.
Enólogo: Miguel Viegas Louro.
O nosso Preço: 2 x 19,00 EUR


Selecção de Dezembro - 5 Garrafas
Produto O nosso Preço
Qª da Pellada Baga 2005 Magnum (1,5L) 1 x 70,00 EUR
Ch. Pas de L`Ane 1999 1 x 79,00 EUR
Qª do Mouro 2004 1 x 25,00 EUR
O Mouro 2005 2 x 19,00 EUR
Totais:   212,00 EUR

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