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| Selecção de Julho - 2006 - Esgotado
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| Barca Velha 1999 |
Lançamento anunciado há meses, a Sogrape liberta finalmente o mais emblemático dos rótulos nacionais! E que mais se pode dizer do Barca Velha? Que foi o 1º grande vinho de mesa do Douro, já todos sabem. Das vicissitudes da sua criação por Fernando Nicolau de Almeida, também já muito se falou. Que desde o primeiro até este conta 15 edições, ou seja, em mais de meio século apenas 15 vinhos - 1952, 53, 54, 57, 64, 65, 66, 78, 81, 82, 83, 85, 91, 95 e 99 - é a prova da sua excepcionalidade. Que ajuda a explicar o mito!
Mas, além das peripécias mil vezes contadas, interessa reter que em toda essa história o vinho teve apenas 2 equipas técnicas na sua elaboração. O que lhe deu uma constância de estilo única. Acontece porém que, na última década, esse estilo incontestado viu-se confrontado com uma nova vaga de grandes vinhos. Para piorar, a marca perdeu ainda a Quinta que a viu nascer (Meão). Resultado, para a nova geração de apreciadores, formada à sombra da revolução duriense, aquele estilo sofria com a comparação. E a Sogrape sabia-o.
Ora, se alguém dispunha dos meios - capital, tempo, "know-how" - para devolver o brilho ao Barca Velha, era o maior grupo português. E foi o que o enólogo José Maria Soares Franco e a sua equipa fizeram, desde o início, na Quinta da Leda. Da vinha à adega, estudando, aplicando e desenvolvendo o que sempre faltou no Douro: as coordenadas científicas para um real conhecimento da planta e perfeito domínio da fruta (por castas, altitudes, exposição, etc.). Trabalho moroso, nada mediático, mas indispensável para chegar ao melhor vinho. Para resolver, por exemplo, a equação maturação/acidez com uvas da mesma casta mas de diferentes altitudes, nas percentagens adequadas a cada colheita. Variantes que, acreditem, ninguém em Portugal terá aprofundado como a Sogrape o fez em Almendra. Sendo este o primeiro expoente de tal esforço. Acabou, por exemplo, a predominãncia de Tinta Roriz. Mas, enquanto vinho, para nós, ganha em tudo aos anteriores. Sem rodeios: o melhor Barca Velha de todos!
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinto Cão provenientes da Quinta da Leda, com alguma mistura de uvas provenientes de vinhas a altitudes mais elevadas. |
| Vinificação: |
Fruta totalmente desengaçada e sujeita a suave esmagamento. Maceração e fermentação em cubas de inox e/ou lagares robóticos, com remontagem intensa, sob temperatura controlada. Maceração longa, de cerca de 21 dias. Os lotes com potencial para Barca Velha são transportados para Vila Nova de Gaia, imediatamente após a maceração, e iniciam a maturação durante cerca de ano e meio (dependendo do lote e da vasilha em causa) em barricas novas de carvalho francês. O lote final é elaborado a partir da selecção continuada das melhores barricas, depois de inúmeras provas e análises efectuadas durante a maturação. É nessa selecção cuidada e loteamento que reside ainda um dos grandes segredos do vinho. |
| Teor Alcoólico: |
12,5% vol. |
| Produção: |
30 mil garrafas. |
| Enólogo: |
José Maria Soares Franco e Luís Sottomayor. |
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O nosso Preço: 1
x 106,90 EUR
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| Casa Ferreirinha Colheita 1998 |
No mês do Barca Velha, emparceiramos o mítico rótulo com aquele que esteve para o ser, mas afinal não foi. Talvez seja a melhor definição deste vinho, ainda com mais tempo de maturação que o seu parente nobre. Um Barca que não foi, ou, como diz um amigo, passe a expressão, o Barca dos "espertos", que é como quem diz, dos caçadores de pechinchas... Isto, porque está de facto num patamar próximo, muito próximo, do outro e a preço muito mais acessível (a velha questão do muito que por vezes se paga por diferenças subtis...).
Na prática, recebeu os mesmos mimos e foi tratado como Barca Velha - mistura de 4 castas da Quinta da Leda, acrescida de uvas de zonas mais altas; logo após a vinificação, transportado para Gaia onde estagiou ano e meio em pequenas barricas novas - até a Casa optar pelo 99. O que sucederia bastante mais tarde, como se comprova pelo estágio que este também gozou, tanto em barrica como em garrafa. Quer isto dizer que o potencial estava lá e só em fase mais adiantada da maturação, com os vinhos já bem evoluídos, puderam os enólogos optar. Entregando a coroa a um (99) e relegando o outro (98) para a designação Colheita.
A nossa dúvida prende-se com isso mesmo, uma vez que se trata de uma categoria que a Sogrape passa a usar no Douro, Dão e Alentejo, para os vinhos que vêm a seguir aos Reserva. Segundo nos dizem, o conceito é designar o lote que melhor reflecte o ano, na região em causa. Ora, não seria mais lógico diferenciar este como "Reserva Especial"? Não nos parece que o melhor lote, tratado com todos os mimos pelo produtor e posto em venda 8 (oito!!!) anos após a colheita, possa ser catalogado como vinho abaixo do Reserva...
Outra hipótese, com os riscos inerentes, é a escolha entre o que será ou não Barca Velha ser feita mais cedo e o Colheita duriense ser comercializado mais cedo. Como os seus homónimos. É provável. É bem possível que este 98 seja o último Colheita com filosofia de "Barca". Ou seja, o último "Barca" a preço de Colheita! |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca provenientes da Quinta da Leda e alguma mistura de uvas de altitudes mais elevadas. |
| Vinificação: |
Tal como o Barca Velha, é vinificado em cubas de inox e/ou lagares robóticos, com remontagem intensa, sob temperatura controlada. Após a fermentação e longa maceração, transportado para Vila Nova de Gaia, onde estagia durante cerca de ano e meio (dependendo do lote e da vasilha em causa) em pequenas barricas novas de carvalho francês. O lote final é também elaborado a partir da selecção continuada das melhores barricas, depois de inúmeras análises e aturado trabalho em sala de prova. |
| Estágio: |
Ano e meio em pequenas barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
12,5% vol. |
| Produção: |
14500 garrafas |
| Enólogo: |
José Maria Soares Franco e Luís Sottomayor. |
| Informação: |
Considerado um dos Melhores do Ano, no Guia de Vinhos de Portugal 2006, de João Paulo Martins. |
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O nosso Preço: 2
x 37,90 EUR
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| Versus 2004 |
Uma descoberta, das mais agradáveis dos últimos meses. A ponto de lhe anteciparmos a estreia, o que é raro em vinhos desta gama. Tão raro como encontrar equilíbrio, leveza e frescura, numa palavra elegância, em tintos deste preço. Regra geral, já consideramos boa compra os que exibem corpo e grau de patamares superiores. Quase sempre para o pesados ou rudes; quase nunca finos ou próprios de gastronomia mais delicada. Daí a surpresa da prova. Mas, pensando melhor...
O Versus é natural da Vermiosa, aldeia de Figueira de Castelo Rodrigo. Elaborado a partir de 3 parcelas, num total de 30 hectares, a maior das quais perto de um ex-libris local, o Convento de Aguiar. Solos de xisto e granito, em termos geográficos, Castelo Rodrigo é o prolongamento português do planalto de Castela (a chamada "Meseta" espanhola), descendo abruptamente para noroeste, em direcção ao Douro e a Foz Côa (dos 800/900 metros na Serra da Marofa, para os 200/100 próximo do rio). A Vermiosa e as parcelas em causa, situam-se a 600 metros, na tal meseta. O que diz muito do perfil deste Versus. É que, essas serranias, que confinam com o Alto Douro - Castelo Rodrigo, como Pinhel ou até a Meda - mais que obscuros e vagos DOC`s Beira Interior, já deram prestigiado vinho de mesa. Por incrível que hoje pareça, tão ou mais considerado que o vizinho duriense. Mas a desertificação - desde os anos 60, Figueira de Castelo Rodrigo perdeu metade da população - fez com que o vinho entrasse em declínio. Sem mãos para trabalhar a terra feita de fragas, sem gente disposta a desafiar natureza tão severa, a vinha perdeu a batalha contra o granito. E o cultivo que era quase uma fatalidade passou a ser chão que deu uvas...
Esta é pois uma das raras tentativas de retomar aquele legado. Pela mão dos herdeiros de Andrade de Almeida, produtor de uvas de qualidade reconhecida na zona, mas que vertiam para a adega cooperativa local. Com o apoio do enólogo Anselmo Mendes, avançam com marca própria e apostam, como diz o rótulo, em manter fecunda a terra granítica! |
Características
| Região: |
Beira Interior |
| Castas: |
Touriga Nacional, Touriga Franca , Tinta Roriz e Tinta Barroca. |
| Vinificação: |
Fermentação de curtimenta com maceração em cubas de inox, à temperatura de 22ºC. Parte do lote estagiou em cascos de carvalho francês durante 9 meses. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
23 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Anselmo Mendes e Pedro Bravo Faria. |
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O nosso Preço: 2
x 7,80 EUR
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| Perfil 2004 |
Excelente relação qualidade/preço em estreia! E quem conhece Luís Soares Duarte, reconhece de imediato o perfil estampado no rótulo. Ilustração do projecto pessoal, amadurecido ao longo de um percurso que conta já vários rótulos de referência (Gouvyas, Infantado, Seara d`Ordens, Kolheita) no panorama duriense. Trabalho que lhe valeu distinções, como o título "Enólogo do Ano" da Revista de Vinhos e, sobretudo, o reconhecimento dos apreciadores.
Pensado para públicos mais vastos, este Perfil é a base de um projecto com "Momentos" de maior envergadura. Feito com uvas do lugar do Vilarouco (São João da Pesqueira), a 500 metros de altitude, que lhe conferem muito boa acidez. Sem perder de vista a relação qualidade/preço e o perfil da região que pretende reflectir, de forma vincada. De resto, a dinâmica do projecto passa por parcerias com mais produtores, seleccionados para, de futuro, ilustrar distintos perfis. Por castas, por regiões ou até personalidades. A regra é reflectir determinado carácter, de forma vincada. Para patamares superiores, os tais Momentos... está reservada a noção de "terroir", que implica, desde logo, maior intervenção do enólogo nas vinhas sob sua orientação. Sendo certo que um primeiro "momento" (de que falaremos adiante...) passa por vinhas velhas que o autor arrendou há 2 anos, em Vale de Mendiz, também aí o conceito abrange Momentos vários, do Cima Corgo ao Douro Superior. Aproveitando o conhecimento do terreno e oportunidades que possam surgir.
A título pessoal, no mês do Barca Velha, julgamos ainda que o perfil de Soares Duarte encaixa como uma luva. Sem "berço de ouro", o que, no Douro, quer dizer sem o respaldo do negócio de Porto, acumulou um saber feito de experiência. Subindo a pulso no terreno, entre vinhas, adegas e produtores. Corrigindo e aperfeiçoando sempre junto da produção (longe de Gaia...), a "descoberta" dos vinhos de mesa. É pois um justo herdeiro do legado duriense nessa matéria, do verdadeiro espírito que aquele rótulo simboliza. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca. |
| Vinificação: |
Fruta desengaçada a 100%, fermentação em cubas de temperatura controlada a 28/30ºC durante 5 dias. |
| Estágio: |
4 meses em barricas de carvalho francês e americano. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
19 mil garrafas e 5 mil meias garrafas (375ml) |
| Enólogo: |
Luís Soares Duarte. |
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O nosso Preço: 1
x 6,70 EUR
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Selecção de Julho - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Barca Velha 1999 |
1 x 106,90 EUR |
| Casa Ferreirinha Colheita 1998 |
2 x 37,90 EUR |
| Versus 2004 |
2 x 7,80 EUR |
| Perfil 2004 |
1 x 6,70 EUR |
| Totais: |
205,00 EUR |
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