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2007
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| Selecção de Novembro - 2006 - Esgotado
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| Batuta 2004 |
Nunca se fez em Portugal vinho de mesa com semelhante fineza e comprimento. Bom, a não ser o... 2005! A frase estava feita desde que o provamos e se, entretanto, não tivéssemos conhecido o seguinte, ficávamos por aí. Sem acrescentos nem receio de exageros. Até porque, dado o salto que este 2004 representa, estávamos convencidos que tão cedo não iria mais longe, subindo novo degrau.
De facto, e depois do Charme (ver Setembro 2006), este Batuta confirma 2004 como ano marcante, de viragem para os vinhos de mesa da Niepoort. Para além dos favores da natureza, alguma chuva em Agosto permitiu alcançar uma maturação mais perfeita que na colheita anterior, foi o ano em que Dirk tomou decisões importantes, assumindo as rédeas da adega e do que queria que fossem os seus vinhos. A elaboração passou a nortear-se menos por detalhes técnicos, como a cor, e muito mais pela fruta e a sua capacidade de criar, perceber o que pode fazer com estas ou aquelas uvas: foi o ano em que chamou para ao pé de si Luís Seabra, não mais um enólogo, mas, um técnico ligado à vinha e homem do terreno... ou seja, para além de discutir o que vai no lagar, alguém capaz de fazer o "trabalho de casa", acompanhando e controlando em tempo útil muito do que não se vê (por exemplo, o estado e maturação da fruta em cada uma das cerca de 600 - sim, Seiscentas - parcelas que servem a Niepoort).
O resultado, neste caso, é um vinho com taninos tremendos mas de uma precisão e macieza incríveis. Para o nosso padrão, claro. De resto, havendo conhecedores que colocam, por exemplo, algumas reservas a uma base de Tinta Amarela e vêm o Charme num patamar mais elevado (o que, pelos padrões internacionais, até subscrevemos), pensamos que, globalmente, o Batuta é o que melhor reflecte a nossa alma, a nossa tipicidade. Menos misterioso, num género menos difícil de alcançar, mas... mais vinho. O topo, para consumo interno e onde quer que o gosto se identifique com o nosso. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Amarela e Touriga Franca, com predominância da primeira. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
10 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort |
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O nosso Preço: 1
x 69,00 EUR
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| Qª do Vale Meão 2004 |
Nesta altura, já quase todos devem saber que ostenta a mais elevada pontuação atribuída pela influente "Wine Spectator" a um vinho de mesa nacional (97 pts.)! Mas a classificação do experiente Kim Marcus ("Senior Editor", responsável pelas áreas Portugal e Sul de França), que prova para a revista americana há quase 20 anos, só terá surpreendido os mais distraídos: no top 100 do ano passado, o Meão (2003) aparecia já no patamar dos grandes vinhos, ditos "Clássicos" (95-100), e no ano anterior foi mesmo o único português a integrar a lista dos melhores, num total aproximado de 12500 vinhos que os críticos da revista provam anualmente. O critério tem em conta preços, quantidade de garrafas e o factor X, que traduzimos como designação abreviada de "excitement".
O perfil é aquele, poderoso e profundo, a que o rótulo nos habituou desde o início e que o produtor soube manter e polir, ano após ano. Tarefa nem sempre valorizada, nos meandros do vinho, por partir de uma base - terreno e uvas - perfeitamente identificada. Como se fosse fácil, como se bastasse aplicar a receita indicada para aquelas uvas, naquelas condições. Mas não é assim. Longe disso. Primeiro, as condições variam todos os anos. Depois, já não há segredos, as "receitas" são de todos conhecidas. Fosse isso e, entre tantos que tentam, decerto muitos chegariam lá...
Na verdade, nem sequer é apenas o solo único junto ao rio (uma mistura rara no Douro, de xisto mas também granito e ainda aluvião com calhau rolado), o clima, as exposições sul ou a drenagem do terreno. É sobretudo o rigor de quem não se contentou com o "pedigree" do rótulo e apostou forte no desenvolvimento desse legado. De facto, a garrafa reflecte a responsabilidade de quem o faz, um dos produtores que mais investe na vinha e na forma como tudo no Meão é elaborado. O peso desse investimento pode passar despercebido ao apreciador, mas, acreditem, salta à vista num dos melhores e mais cuidados vinhedos do Douro. Assim como neste 2004. Apreciemo-lo pois!
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (20%), Tinta Roriz (15%) e Tinta Barroca (5%). |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
30 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Francisco Olazabal |
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O nosso Preço: 2
x 49,50 EUR
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| Sirga 2004 |
Talvez sugestionados pela autoria, no nariz, por breves instantes, chegou a lembrar-nos o Poeira 2003. Mas essa impressão depressa se desvaneceu. Será bastante mais directo e, estamos em crer, consensual, do que aquele. Começa floral, mas rapidamente se sobrepõe a violeta, muita violeta, sobre o fundo compotado e doce, típico da Touriga Nacional. De facto, nesta altura, no plano aromático, a casta domina por completo, sem que isso se traduza em exageros ou peso excessivo em boca. Pelo contrário. Jorge Moreira volta a mostrar que domina como poucos a força da região: sem ser um cúmulo de complexidade, mas muito bem feito, fresco e equilibrado, o Sirga parece-nos claramente um dos tintos mais agradáveis, dentro do género e do seu patamar.
Numa altura em que o enólogo, sobrecarregado, recusava as chamadas assessorias, este vinho surge como um pedido de amigos, que não podia rejeitar. Mais directo, a Quinta do Requeijo, 40 hectares na transição do Cima Corgo para o Douro Superior (ao lado da Nª Srª da Ribeira), pertence a um ramo da família Serôdio Borges e um dos proprietários é o engenheiro e amigo a que Jorge Moreira recorreu para o projecto de sua casa. Felizmente, no vinho, a amizade conta... e da observação da vinha, a escolha acabou por recair em Touriga Nacional e Tinta Amarela. Não pelas castas em si, mas pela localização mais elevada das uvas em causa. Talvez seja um dos "segredos" do equilíbrio atrás mencionado, num tinto que resulta a um tempo moderno, com alguma madeira, bem integrada, e de grande tipicidade aromática.
O outro, reside no próprio nome: a quinta onde nasce o Sirga fica à beira do que os antigos designavam "caminho sirga". É que, no trajecto dos rabelos até à foz, nos troços onde o Douro não era navegável, havia que puxar o barco para terra. Por caminhos ínvios e com a ajuda de cordas resistentes, as sirgas. E aqui, porque os olhos também "bebem", um pequeno reparo: a ideia seria boa, mas a "aspereza" da sirga no rótulo não abona a textura e suavidade do vinho...
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga nacional e Tinta Amarela. |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho francês, 30% novas e 70% usadas. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
6 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Jorge Moreira |
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O nosso Preço: 2
x 17,90 EUR
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| Petit Manseng 2005 (Amostra) - 50 cl |
Presente de Natal: um "doce" adequado à quadra e que só dentro de alguns meses deve ver a luz do dia! Numa selecção deste nível, assim a modos que a cereja no topo do bolo. É que, se o 2004 (Casal Figueira VT) já não deixava dúvidas em matéria de vindimas tardias nacionais, com este, António Carvalho aproxima-se a passos largos dos verdadeiros VT de Jurançon. Isto, sabendo já que em 2006 a natureza voltou a favorecer a aproximação (este ano houve mesmo alguma podridão nobre em A-dos-Cunhados).
Na origem, o Jurançon é um "moelleux", ou seja, um licoroso na acepção francesa do termo (que não implica adicção de álcool), capaz de exprimir um frutado limpo, inequívoco, sobre um primeiro registo confitado. Sobretudo, perfeitamente equilibrado entre "licor" e acidez. Numa riqueza em que o carácter licoroso (no nosso sentido do termo) não se sobreponha à segunda, tornando o vinho pesado. Isso já não é Jurançon. Mas esse nunca foi o problema de António Carvalho. A acidez que os Pirinéus proporcionam ao Petit Manseng no sopé das montanhas, tem ele de sobra nas vertentes da Estremadura, batidas pelo Atlântico. Aqui, a dificuldade está em conseguir estados de sobre-maturação, aguentar a vindima até uma fase adiantada da estação, como fazem a sudoeste de Pau, para atingir maiores concentrações de açúcar e de aromas (aquele lado dos Pirinéus beneficia do efeito de Foehn, que seca e aquece as encostas no Outono).
Ora, o que aconteceu é que as condições foram levadas ao limite. Para se ter uma ideia, o 2004 (já um expoente para o nosso meio) foi vindimado em meados de Outubro. Mas em 2005, um Outono chuvoso, muito chuvoso, só deixou colher em Novembro... já o produtor dava tudo por perdido. Mas, nem ele sabe explicar, o que fora feito em desespero de causa cedo revelou uma inédita riqueza. Fumado de início, para logo revelar flores brancas e fruta tropical. Mais à frente, algas e um fundo iodado. Riqueza que uns "inéditos" 9,5% vol. limitam, para já, a esta amostra. Única. Esperando que percebam e... aproveitem! |
Características
| Região: |
Estremadura |
| Castas: |
Petit Manseng (100%) |
| Estágio: |
10 meses em barricas de carvalho francês, 100% novas (engarrafado Setembro 2006). |
| Teor Alcoólico: |
9,5% vol. |
| Produção: |
1500 garrafas. |
| Enólogo: |
António Carvalho |
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O nosso Preço: 1
x 13,20 EUR
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Selecção de Novembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Batuta 2004 |
1 x 69,00 EUR |
| Qª do Vale Meão 2004 |
2 x 49,50 EUR |
| Sirga 2004 |
2 x 17,90 EUR |
| Petit Manseng 2005 (Amostra) - 50 cl |
1 x 13,20 EUR |
| Totais: |
217,00 EUR |
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