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| Selecção de Dezembro - 2005 - Esgotado
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| Pangea 2003 |
A haver prémio revelação, no ano que agora finda, seria certamente este! A par do Touriga Chã (ver Agosto 2005), expoente de nova fornada de enólogos e produtores que emerge no Douro. Curiosamente, ambos oriundos do Douro Superior, mas perfis de polo oposto: o Pangea está para os novos caminhos que a região explora - frescura e fineza - como aquele para o tradicional perfil explosivo, em força e potência. Digamos que transbordando este em rigor e domínio da técnica o que ao outro sobra em apuro da vinha.
A comparação não é casual, pois, entre os recém chegados à elite, serão os que dispõem de base mais sólida. No caso do Pangea, uma vinha de 25 hectares (num total de 72 sob cultivo, o que, no Douro, não é dizer pouco...) assente sobre um veio de xisto profundo, a 450 metros de altitude. Cota considerada ideal para vinhos de mesa, pela autora, Rita Marques. Uma jovem que pouco ou nada transparece do saber e potencial acumulados. Cabelo curto, olhar vivo mas tímida e de poucas falas, ninguém diria as vindimas que conta no currículo. As primeiras, sob a "batuta" de Dirk Niepoort; depois, estágio na Califórnia e, durante o curso em Bordéus, ao lado de um nome grande da enologia gaulesa. Isto, antes de rumar a Villa Maria, na Nova Zelândia...
Andanças que alimentam o sonho de resolver o que diz ser o problema do Douro: excesso de extracção. Leia-se, uvas com elevado teor de taninos e uma vinificação que ainda favorece essa excessiva extracção. "Temos, por exemplo, o dobro do nível de antocianas que um Cheval Blanc..." murmura, como que envergonhada, esta herdeira de tradicionais produtores de Porto. Influência bordalesa patente na moderna adega da família. E no vinho, claro. Sem perder a marca de origem, mas com uma "finesse" e delicadeza de taninos, excepcionais. Próprios de outras paragens. Aliás, sabendo a que ponto a última colheita (2005) resulta ainda mais polida e afinada, atrevemo-nos a vaticinar um novo rótulo de culto. Mas apenas para quem conhece e aprecia as paragens a que nos referimos... |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. |
| Vinificação: |
Fruta proveniente de vinhas com idade média de 40 anos. Pisa a pé em lagar de granito. |
| Estágio: |
18 meses em barricas 100% novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
4 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Rita Marques |
| Informação: |
Apresentando-se já em muito bom nível, é vinho para beneficiar com uma guarda de 10 ou 15 anos. |
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O nosso Preço: 2
x 34,80 EUR
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| Grou 2004 |
Primeira incursão de Anselmo Mendes a sul e logo uma das (re)descobertas mais interessantes dos últimos tempos! Por isso o escolhemos, porque não é apenas "mais um" entre tantos que nascem na planície. Pelo contrário, este é diferente, revela um Alentejo quase esquecido.
De facto, a zona de Cabeção, nunca tendo sido considerada sub-região, encerra características específicas. Com subsolos arenosos, clima típico do norte alentejano e maturações muito precoces, sempre deu vinhos com um carácter muito próprio. Com potencial, mas, digamos assim, com "arestas" apreciadas por homens de barba rija, nas tascas da região. Ora, numa daquelas histórias em que o vinho é fértil, quem haveria de limpar esse potencial do carácter rústico de outrora? Um jovem que, à época, conhecia bem essas tasquinhas. Nortenho de origem, namorou e acabou por casar no Ervedal, perto de Aviz (que forma com Mora e Cabeção, uma espécie de triângulo "demarcado"). De visita aos sogros, manteve a tradição de ir ao Cabeção, à tasca do Zé Calado. Este, era senhor de um afamado branco doce. O jovem, está bom de ver, era... Anselmo Mendes.
Mais tarde, já enólogo de renome, ainda questionava os seus pares alentejanos porque não exploravam aquele filão. Primeiro, por ser uma zona de relativo minifúndio. A quase totalidade dos solos de produção vinícola pertencem à família Nunes Barata. Ancestral património, com vinha desde 1836, que dois jovens herdeiros resolveram recentemente recuperar. Recorreram primeiro ao especialista em viticultura, Prof. Rogério Castro (esse mesmo, o da Quinta de Lourosa, na região dos Verdes, amigo e conterrâneo de Anselmo Mendes...). Depois, como preferiam um enólogo de fora, que deixasse exprimir o carácter do Cabeção, em vez de alguém da região que se limitasse a reproduzir receitas que proliferam na planície... Bom, depois, o resto é este Grou! Sem exagerado cunho de madeira, deixando exprimir o perfil da origem, um curioso pimentão doce, notas amentoladas e um tanino que em prova cega ninguém dirá alentejano. |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Alicante Bouschet (70%), Trincadeira (12%), Aragonês (12%) e Touriga Nacional (6%). |
| Vinificação: |
Desengace total e maceração pré-fermentativa a frio. Fermentação entre 22º e 25ºC durante 10 dias. Maloláctica em barricas novas de carvalho francês, seguida do estágio em garrafa. |
| Estágio: |
6 meses de estágio em garrafa. |
| Produção: |
8 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Anselmo Mendes |
| Informação: |
Deve ser servido fresco, a cerca de 15ºC. |
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O nosso Preço: 2
x 24,90 EUR
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| Maritávora Reserva Branco 2004 |
Abrimos com a grande revelação (Pangea), concluímos a selecção com outro jovem enólogo de quem dissemos o mesmo, ao lançar o seu primeiro vinho. Dois anos e meio volvidos, o vaticínio cumpriu-se e Jorge Serôdio Borges é já uma certeza no panorama nacional. Nem mais, é ele que está por trás deste Maritávora e, se dúvidas restassem, quanto ao talento do autor de Pintas e Passadouro (tintos)... provem este branco!
Surpreendente! Ou nem tanto. Para os mais atentos, será antes confirmação do que já se suspeitava sobre o potencial do Douro Superior em matéria de brancos. Suspeitas enunciadas, por exemplo, a propósito de um Ázeo (ver Setembro 2005). Num caminho que só agora começa a ser percorrido, com a intensidade aromática há muito reconhecida mas sem excessos de "peso". Ou seja, conseguindo vinhos muito mais leves e luminosos do que estávamos habituados. Em duas palavras, mais equilibrados. E este Maritávora é exemplar. Brilhante, cheio, mas sem uma "grama" a mais no palato. Vinho do parque do Douro Internacional, portanto, já perto da fronteira, fruto do esforço dos descendentes de Guerra Junqueiro para preservar um antigo e valioso património. A Quinta de Maritávora, 14 hectares de solo pedregoso, a uma altitude de 500 metros, foi uma das várias adquiridas pelo pai do poeta, em meados do séc. XIX, em Freixo de Espada-à-Cinta.
História à parte, hoje, no ponto a que o mercado de brancos chegou, estamos em crer que também pode ser uma lição. Para os interessados no género, projectando-os para o nível seguinte. Façam a prova. Coloquem-no ao lado dos que julgam mais poderosos, talvez até mais intensos, decerto mais gordos. Em igualdade de condições, tirem as medidas e digam lá de que lado mora o equilíbrio.
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Códega, Rabigato e Viosinho. |
| Vinificação: |
Uvas provenientes de uma vinha muito velha, com mais de 100 anos. Fermantado em barricas novas de carvalho francês, com três meses de battonage. |
| Estágio: |
9 meses em barricas novas de carvalho francês. |
| Produção: |
1800 garrafas. |
| Enólogo: |
Jorge Serôdio Borges |
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O nosso Preço: 2
x 24,80 EUR
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Selecção de Dezembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Pangea 2003 |
2 x 34,80 EUR |
| Grou 2004 |
2 x 24,90 EUR |
| Maritávora Reserva Branco 2004 |
2 x 24,80 EUR |
| Totais: |
169,00 EUR |
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