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| Selecção de Outubro - 2005 - Esgotado
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| Clos Mogador 2003 |
O proprietário deste rótulo de culto tem uma máxima: uma cepa tem que ser igual a uma garrafa. As vinhas com menos de 8-9 anos não as vindima! Ele sabe que quanto mais velha é a vinha, melhor sai o vinho. Claro que, do lado dos apreciadores, poucos seguem à letra essa máxima de René Barbier. Provamos cada vez mais cedo, bebemos cada vez mais cedo. Para quê então a introdução? Para perceber o produtor quando este, há cerca de 1 ano, nos apresentou o vinho de 2003 como um dos seus melhores de sempre. "Melhor que 2001... que 99?" retorquimos, entre a dúvida e o espanto. "Sim, seguramente!". Barbier referia-se, é óbvio, ao seu enorme potencial e provável evolução.
Mas, sendo esse um parâmetro apenas perceptível, nesta altura, a profissionais ou produtores da igualha de Barbier, quer isso dizer que ainda não está bom, ou não se pode beber já? Longe disso (essa é a conversa do costume...). Quando um vinho é bom, é bom à nascença, na juventude e na velhice. E este Mogador é um grande, grande vinho. Directo e poderoso no nariz, o "bouquet" impressiona de imediato, com notas florais de violeta. A fruta negra madura vem depois (sendo um vinho de "terroir", isso não é aqui o mais importante...). O aroma evolui ainda para especiarias e casca de limão. Há também uma agradável frescura de mentol. Na boca, mostra estrutura e equilíbrio notáveis para vinho tão jovem, sustentados na frescura da sua acidez. Mas, o mais admirável é a qualidade e duração da sua persistência. O final longo permite antever algumas das promessas escondidas numa primeira abordagem. Porque, sendo muito bom, não revela à primeira, mal cai no copo, aquele mais qualquer coisa, as nuances, que fazem dele um dos melhores de Espanha e elevaram Clos Mogador ao nível dos grandes vinhos mundiais.
Após uma ou duas horas no copo: aí sim, começa a mostrar toda a sua complexidade. Um longo e suave arejamento transporta-nos para outra dimensão, de autêntico "grand vin", revelando as subtilezas e o prazer que nos poderá proporcionar nos próximos 12 ou 15 anos.
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Características
| Região: |
Priorat (Espanha) |
| Castas: |
Garnacha (32%), Cabernet Sauvignon (25%), Cariñena (25%), Syrah (18%). |
| Estágio: |
18 meses em barricas novas (70% de primeiro ano). |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
25 mil garrafas. |
| Enólogo: |
René Barbier |
| Informação: |
Tratando-se de um grande vinho de guarda, aconselha-se arejamento prolongado. Para melhor perceber o potencial mencionado no texto, sugerimos mesmo dupla decantação (para o decantador e de novo para a garrafa) 2 ou 3 dias antes da prova. |
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O nosso Preço: 2
x 54,70 EUR
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| Meruge 2003 |
Aí está um vinho que tem dado que falar nos bastidores, o novo topo de gama da Lavradores de Feitoria. Passe o atrevimento da comparação, pouco ou nada ortodoxa, a forma mais simples de o definir é dizer que se trata assim a modos de um "Charmezinho"! Com diminutivo, atendendo ao diferencial de preço, estrutura, intensidade, etc... para o Charme (ver Julho 2004). O apreciador informado percebe decerto onde queremos chegar.
Profundo e apresentando-se um tanto mais madurão que aquele, vai muito na mesma linha. Com algum tanino selvagem, algum laivo verde por baixo da fruta vermelha, que lhe dá um carácter vivo, muito vivo. Aliás, não por acaso, boa parte das uvas (50%) que entraram neste Meruge não foram desengaçadas. E esse foi um dos "segredos" do Charme. Sensação acentuada num vinho tão novo pela marca recente da madeira, muito fácil de confundir na boca com as notas deixadas pelo engaço (são compostos fenólicos que pertencem a grupos químicos parecidos). Acresce que, apesar do ano maduro, a fruta escolhida em várias quintas revela uma boa acidez, frescura suficiente para uma impressão global de grande elegância. A suave textura também contribui para essa impressão.
Resumindo, um tinto que vem confirmar duas coisas: a mestria de Dirk Niepoort e o potencial do vinho de mesa do Douro. Sobre o primeiro, a comparação feita no início era por demais evidente... Sobre o segundo aspecto, basta pensar: quem é que, há meia dúzia de anos, se atreveria a associar a região a um tinto deste perfil, capaz de impressionar a crítica (ver link)? Hoje, quase sem darmos por isso, parece apenas mais um, a somar à lenta mas firme escalada da região no panorama internacional. Como meruge*... que molha quase sem darmos por ela.
* meruge (s.f.) - chuva miúda, chuvisco.
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Informação Complementar Wineanorak (Jamie Goode) |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Roriz (40%), Touriga Franca (30%), Touriga Nacional (20%) e outras (10%). |
| Vinificação: |
As uvas são provenientes de várias quintas agrupadas à empresa, na sub-região do Cima Corgo. Após suave esmagamento e desengace a 50%, foram fermentadas em cubas de inox e lagares, com ligeiras remontagens e macerações prolongadas. |
| Estágio: |
14 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
14400 garrafas. |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort |
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O nosso Preço: 2
x 29,90 EUR
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| Vértice 2003 |
Mais uma escolha que nos enche de orgulho, pois sendo um grande branco, é mais um daqueles que parecem passar estranhamente anónimos sob a peneira da crítica. E, por tabela, da generalidade dos apreciadores. Apesar do equilíbrio fora do comum, em vinho tão intenso. Muito acima da média dos ditos brancos sérios nacionais, regra geral, vítimas de excesso de "peso".
Enfim, para estreia, era difícil pedir melhor. Acreditem, já fizemos o teste e o primeiro Vértice seco não sai envergonhado no duelo com rivais de estirpe superior. No preço e na origem. Ou seja, com alguns dos nossos melhores, mas também ao lado de proveniências de primeira linha em matéria de brancos. A intensidade da sua fruta madura tropical, sobretudo o equilíbrio e comprimento em boca, aguentam bem o embate. Embora em termos de precisão e delicadeza (para não ir mais longe, o que tanto nos surpreendeu no Àzeo) ainda tenhamos algo a conversar. De resto, querer essa luminosa finura num branco gordo e com este "comprimento", é talvez pedir o céu na terra (é possível, mas não no Cima Corgo, nem na casa das dezenas...).
Ao nível alcançado, como é óbvio, não é alheio todo o trabalho efectuado na elaboração de espumantes, bem como o conhecimento acumulado pelo enólogo das Caves Transmontanas com solos, vinhedos, exposições e rendimentos adequados a uvas brancas. Desse "know-how" nasce a opção por duas castas, Gouveio e Rabigato, submetidas a tratamentos diferenciados (ver vinificação) para o primeiro branco seco da casa. Mistura que resulta num vinho muito curioso e complexo.
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Gouveio (55%) e Rabigato (45%). |
| Vinificação: |
Nas primeiras 24h, as uvas são submetidas a um choque térmico até aos 8ºC. O Gouveio vai directamente para a prensa pneumática enquanto o Rabigato é desengaçado e esmagado, tendo sido submetido a uma maceração peculiar de 24h. As fermentações são longas (cerca de 20 dias) com controlo de temperatura, decorrendo a de Gouveio em inox e a de Rabigato em barricas de carvalho francês. A batonnage decorre durante cerca de 12 meses. |
| Estágio: |
14 meses em barrica e 7 meses em garrafa. |
| Teor Alcoólico: |
13,3% vol. |
| Produção: |
3200 garrafas. |
| Enólogo: |
Celso Pereira |
| Informação: |
Servir a uma temperatura de cerca de 13ºC. |
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O nosso Preço: 2
x 14,90 EUR
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Selecção de Outubro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Clos Mogador 2003 |
2 x 54,70 EUR |
| Meruge 2003 |
2 x 29,90 EUR |
| Vértice 2003 |
2 x 14,90 EUR |
| Totais: |
199,00 EUR |
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