OK








  2003
Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2004
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2005
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2006
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2007
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2008
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2009
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2010
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2011
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2012
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2013
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2014
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun.
Selecção de Novembro - 2004 - Esgotado
 
Quinta do Crasto 2002 Colheita Seleccionada

Aproxima-se o Natal e, claro, para presentear os sócios nada como uma oferta única, verdadeiramente exclusiva. Imagine que é convidado, cliente, amigo, o que quiser, mas suficientemente próximo para se sentar à mesa com os proprietários da quinta em causa. Provavelmente, ao lado dos topos de gama da casa, lá surgiria aquele tinto especial, sem rótulo, feito apenas para degustar com os amigos. Proveniente de vinhas velhas da quinta e concebido por aquele que é hoje o ponta de lança dos vinhos de mesa da região.

À semelhança do ano passado, quando convencemos a Quinta do Mouro a engarrafar o precursor do Rótulo Dourado, este ano batemos à porta da Quinta do Crasto. Sabendo de antemão que ali, o hábito de quando em quando elaborar uma ou duas pipas fora de série, para consumo próprio, tinha resultado em algo muito especial: uma vinha velha do Crasto vinificada por Dirk Niepoort! Quase uma brincadeira de amigos, um segredo bem guardado, não fora a disponibilidade de Tomás Roquette para trazer o vinho a público. Mesmo tratando-se de um vinho que trilha novos caminhos, um pouco ao arrepio da linha tradicional da casa. Basta dizer que no início chamaram-lhe Borgonha...

Na verdade, de início era uma informal troca de ideias entre "Douro Boys". Na ressaca da vindima, em plena adega, com os responsáveis do Crasto mostrando a Dirk Niepoort os frutos de 2002. Se bem se lembram, ano de Charme... Vai daí, frente a um lagar que agradara ao autor daquele último, conversa puxa conversa, discutem-se perfis, combina-se a experiência. A enóloga da casa, Susana Estéban, alinha na brincadeira. Feita "à séria", que é como quem diz à moda da Borgonha, de acordo com as coordenadas de Dirk: 100% de engaço e prensagem a meio da fermentação, que acaba já em madeira. O resultado é este equilibrado e finíssimo vinho, que, meio a brincar, nasceu "Borgonha", era para ser "Private Reserve" e acabou Colheita Seleccionada. Designação de recurso, está bom de ver, para poder passar o Natal na nossa companhia....

Informação Complementar
Velha fama novos vinhos

Características
Região: Douro
Castas: Mistura de castas tradicionais do Douro.
Estágio: 18 Meses em barricas de carvalho francês.
Teor Alcoólico: 13% vol.
Produção: 500 garrafas
Enólogo: Dirk Niepoort e Susana Esteban
O nosso Preço: 2 x 39,70 EUR

AALTO PS 2001

Que dizer deste vinho? Perfeito? Se a perfeição existisse, seria o caso. Mas estamos a falar de vinho e este aconselha moderação. Assim, ficamo-nos pela expressão do famoso crítico que este ano deu fé do crescimento espanhol: "...out of this world...". Sim, qualquer coisa como: não é deste mundo. Quem esteve numa badalada prova - Douro/Duero - na embaixada de Espanha em Lisboa, decerto perceberá o alcance do desabafo.

Ali, entre Pingus, Meões e Batutas, não poucos se renderam ao Aalto PS. Não poucos retiveram essa impressão de raramente, ou mesmo nunca, terem cheirado algo assim. Acontece que na ocasião, em prova estava o 2000, já completamente vendido. A nossa persistência em trazer o vinho para Portugal só recentemente foi premiada com o lançamento deste 2001. Ainda melhor! A colheita é qualificada pela "bodega" como a melhor das 3 já elaboradas e valeu ao vinho, segundo o crítico atrás mencionado, uns espantosos 98+...

Escusado será dizer, o crítico é Robert Parker. O mesmo que deu 96 pontos ao tal PS 2000. Na última prova dedicada a "nuestros hermanos" na Wine Advocate*, surgem nada menos que 152 rótulos acima dos 90 pontos (segundo a sua classificação, corresponde a "vinhos excepcionais"). Nesse vasto leque e entre uma dúzia com mais de 96 (o que Parker considera "vinhos extraordinários"), há 4 vinhos com 98 pontos, todos de 2001: Aalto PS; Artadi Grandes Añadas; Mas Doix Vinyes Velles (todos 98+) e Clos Mogador (98). Pela nossa parte, reconhecendo a especificidade da origem, diríamos que este é de facto um dos dois grandes Ribera del Duero de 2001. A par do Pingus e ambos seguidos um degrau mais abaixo por Neo, Palomero e Mauro Vendimia Seleccionada. Mas quanto aos primeiros, olhando para o preço, a escolha não podia ser outra! Para já... porque em breve teremos novidades de alguns "monstros" atrás mencionados.

*Robert M. Parker, Jr., The Wine Advocate, nº 152

Produtor
Site oficial

Características
Região: Ribera del Duero
Castas: Antigos clones de Tinto Fino (Tempranillo)
Produção: 40 mil garrafas
Enólogo: Mariano Garcia
O nosso Preço: 1 x 59,00 EUR

Casal Fig. 2002 Vindima Tardia (Pt. Manseng)

É algo de excepcional no nosso país. Quem conhece, sabe que a afirmação não peca por exagero. Sabe também que, por uma série de motivos, esteve para não passar de grata recordação de quantos o provaram, não fosse o esforço do clube para o trazer finalmente a público. Primeiro, por se tratar de um género raro - "moelleux" (vinho Branco, contendo 12 a 45 gr/L de açúcares residuais) - ou seja, branco e doce, ao arrepio de tudo o que o mercado recomenda. Género apreciado, por exemplo, em França, mas quase ignorado entre nós. Segundo, por colocar esse género num patamar inédito, com uma casta nunca antes cultivada em Portugal.

A originalidade começa pois no cultivo, quase visionário, de Petit Manseng em A-dos-Cunhados, na Estremadura atlântica. A zona goza de um micro-clima distinto do interior da região, com temperaturas médias mais baixas e adequadas a uma casta oriunda dos Pirinéus... atlânticos. Responsável pela fama do branco de Jurançon, um dos melhores licorosos franceses, Petit Manseng é uma variedade de baixo rendimento ( 15 a 25 hl/ha), sensível ao oídio mas com uma resistência incrível à podridão. O que explica a "impossibilidade" da vindima tardia (meados de Outubro) em 2002, ano em que choveu a cântaros logo a partir de Setembro.

Esta casta permite obter boas concentrações de açúcares sem podridão nobre (Botrytis). O que resulta num vinho muito mais leve e fácil. Nos chamados "botrytisados", quando a natureza não proporciona aromas suficientemente ricos, o que fica é uma exagerada (leia-se insuportável...) doçura. Aqui, há um suave equilíbrio entre grau, açúcar e acidez. A casta fornece os dois primeiros, enquanto a especificidade da Estremadura atlântica lhe confere a acidez que o distingue de tudo o resto, a nível nacional. Mais leve, acompanha bem quase tudo e não apenas os tradicionais patés. A ponto de, pessoalmente, se ter tornado um dos mais consumidos do último ano. Sempre com uma garrafa no frigorífico. Com um senão: é daqueles que a primeira caixa, quando der por isso, já foi...

Características
Região: Estremadura
Castas: Petit Manseng (100%)
Teor Alcoólico: 11,5% vol.
Produção: 1.000 garrafas
Enólogo: António Carvalho
O nosso Preço: 2 x 12,80 EUR

Ch. d`Yquem 1999 - 37,5 cl

Para fechar, a cereja no topo do bolo: lançamento mundial, para o comércio, em Outubro. Vinho esgotado dias depois, nos negociantes de Bordéus, e venda ao público em Novembro. Ou seja, Portugal, na primeira vaga de contemplados. Perdemos a cabeça? Talvez. Conhecendo a cena bordalesa, não podíamos era perder uma oportunidade única.

Em Maio passado, a culminar a batalha pelo controlo de Yquem, a retirada do Conde de Lur Saluces permite à LVMH nomear para o seu lugar Pierre Lurton (ver links). O director de Cheval Blanc chega disposto a sacudir a poeira de uma política comercial antiquada. Actualmente, as vendas em Bordéus fazem-se num curto período de 2 meses. A tradição de Yquem colocar o vinho apenas 5 anos após a colheita faz, por exemplo, que este 99 chegue ao mercado quando todo o Sauternais já colocou "en primeur" a extraordinária colheita de 2003. E enquanto esta se vende a bom ritmo, Yquem ignora os compradores. Lurton quebra a tradição e coloca também o vinho de 2003 na oferta de futuros (200€ a unidade, para entrega em 2006). A seguir, recupera o entusiasmo dos apreciadores: o vinho de 99 sai com o preço de lançamento mais baixo da última década!

Para uns, é destruir num ano o que demorou séculos a erguer, para outros, não é mais que adaptar o mito aos novos tempos. Sinceramente, mais que a leitura dos factos, a nós interessa é o vinho. E este 99 é ainda melhor que o anterior. Nariz opulento, boca de uma viscosidade indecorosa, associada a uma "finesse" e precisão de aromas extraordinárias. Com o carácter focado e a raça que um grande Yquem deve ter e que colocam esta colheita um patamar acima do 98. Digamos que um compromisso entre o lado mais rapidamente bebível do 96 e o estilo muito mais raçudo do 97. Ora, com esses ainda na prateleiras a preços incomparavelmente superiores, percebe-se a pressa de comerciantes e investidores que açambarcaram este 99 em poucos dias. Aproveitemos pois, enquanto não desaparece por uns tempos para regressar mais caro...

Informação Complementar
Final da dinastia Lur Saluces (Decanter)
Historia e características
LVMH nomeia Lurton

Produtor
Site oficial

Características
Região: Sauternes (Bordéus)
Castas: Sémillon
Vinificação: Fruto de rendimentos baixíssimos (6/7 hl por ha), as uvas são sujeitas a vários ciclos de prensagens. Fermentam 2 a 6 semanas em barricas 100% novas.
Estágio: 36 meses
Teor Alcoólico: 13,5% vol.
Produção: Cerca de 35 mil garrafas.
Enólogo: Francis Mayeur e Sandrine Garbay.
Informação: Sem precisar de tanto tempo em garrafa como as lendárias colheitas de 90 e 97, beber-se-á com grande prazer ao longo da próxima década.
O nosso Preço: 1 x 71,00 EUR


Selecção de Novembro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Quinta do Crasto 2002 Colheita Seleccionada 2 x 39,70 EUR
AALTO PS 2001 1 x 59,00 EUR
Casal Fig. 2002 Vindima Tardia (Pt. Manseng) 2 x 12,80 EUR
Ch. d`Yquem 1999 - 37,5 cl 1 x 71,00 EUR
Totais:   235,00 EUR

Vantagens Vantagens Makeyourcase Clube Winept