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| Selecção de Janeiro - 2004 - Esgotado
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| Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2000 |
Despedimo-nos de 2003 com as últimas estrelas do ano findo. A começar pelo novo topo de gama do rótulo que, meses atrás, classificámos aqui como o alentejano mais interessante do momento. Aliás, a apresentação no clube ficou reservada desde que conseguimos as únicas garrafas do antecessor deste vinho: o ensaio (lembram-se?) feito pelo produtor em 99 já a pensar numa data marcante como seria o ano 2000 e num vinho que Miguel Louro pretendia que fosse o "seu" vinho.
O resultado final dessa limitada experiência comercializada em exclusivo pelo clube surge agora sob um tão estranho quanto caro Rótulo Dourado. Na forma de um vinho com definição e balsâmicos muito idênticos ao Quinta do Mouro "normal", do mesmo ano, mas ainda mais suave, mais afinado. Acidez perfeita, grande ataque, textura viscosa e um longo, longo final. Isto apesar de se apresentar ainda algo fechado, algo preso de aromas, pois foi feito para crescer ainda longos anos em garrafa.
Mas a história não acaba aqui. E se este vinho, complexo e nada óbvio, já é por si um desafio ao apreciador , fazemos a ponte para 2004 prolongando o desafio... |
Informação Complementar Grandes Tintos de Estremoz (Revista de Vinhos) El Mundo Vino El Mundo Vino - Descubrimos la Qta do Mouro |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon |
| Vinificação: |
Em lagares de inox e em cubas de auto-vinificação. A fermentação é feita principalmente em cubas de inox mas uma pequena parte acaba essa fermentação já em barricas novas de carvalho francês. |
| Estágio: |
Cerca de ano e meio em barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
14% |
| Produção: |
3 mil garrafas 0,75 L e 500 Magnuns |
| Enólogo: |
Miguel Viegas Louro e Luís Duarte |
| Informação: |
Pode-se beber já com muito agrado mas este é claramente um vinho de guarda. |
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O nosso Preço: 1
x 56,10 EUR
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| O Mouro 2000 - Lote Dirk Niepoort |
Nem mais, eis-nos no novo ano com uma proposta verdadeiramente inovadora: um fruto da mesma terra, da mesma vinha, mas outro grande nome do vinho e... quanta diferença!
Mas vamos por partes. Empenhados em afinar o melhor Quinta do Mouro de sempre (escolha anterior), no ano 2000 Miguel Louro e a sua equipa desclassificaram 6 mil litros de vinho que estagiava em madeira nova francesa. Um lote com 50% de Trincadeira e 50% de Cabernet Sauvignon. Obstinado com a definição e elegância pretendidas, o proprietário considerou esse lote demasiado verde e ácido (Miguel Louro tem vindo a privilegiar a concentração e austeridade do seu Aragonês, Cabernet e agora Touriga Nacional, em detrimento da Trincadeira).
Foi precisamente esse perfil mais austero, quase violento, que entusiasmou uma figura de topo do Douro que nessa altura visitou a adega alentejana. Dirk van der Niepoort encontrou naquela acidez aparentemente exagerada um elevado poder de envelhecimento. Um vinho capaz de, a seu tempo, amaciar e se tornar igualmente complexo. Ainda que menos exuberante na fruta. Mais austero e ácido.
O tempo confirmou a previsão. Ao lado da afinação e elegância atingida pelo Quinta do Mouro, este vinho surge hoje como um regresso às origens. Vinho clássico, puro e duro. E um excelente mote para relançar o convívio báquico no novo ano: se pensarmos que se trata duma escolha do autor do Batuta, se pensarmos que em apresentações às cegas não faltaram enólogos (talvez até a maioria...) que preferiram este ao muito mais afinado Quinta do Mouro... Enfim, experimentem reunir os amigos, provar esses dois frutos da mesma terra, da mesma vinha, e verão como a espantosa diferença dá discussão noite dentro. |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Trincadeira e Cabernet Sauvignon. |
| Teor Alcoólico: |
12% |
| Produção: |
7000 garrafas |
| Enólogo: |
Miguel Viegas Louro e Luís Duarte |
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O nosso Preço: 2
x 18,50 EUR
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| ME & JBC - Selections 2001 |
Último eco de 2003, e logo com o vinho que uma revista generalista (VISÃO) elegeu como o melhor tinto desse ano. O que deve deixar alguns sócios aliviados pois o resultado dessa escolha foi que as garrafas desapareceram quase antes de chegar às prateleiras... Claro que aquele título é tão subjectivo que não chegaríamos a tanto, mas é decerto um dos melhores lançados no último ano.
O estranho rótulo que agrega as iniciais dos seus autores, nasce da parceria entre Maria Emília Campos, senhora com carreira no marketing de vinhos, e João Brito e Cunha, enólogo da nova vaga duriense (Lavradores de Feitoria e Churchill Graham). Se a primeira domina os meandros do mercado, detém uma empresa de importação e comercialização de vinhos, o segundo tem o conhecimento do terreno que lhe permite escolher as melhores uvas. Aos mais atentos, não terá passado despercebido um Tinto Cão (Três Bagos Tinto Cão 2001) aqui apresentado em Julho, com uma excelente relação qualidade/preço.
Desta vez, o campo de escolha foi o Douro Superior e a tradicional combinação Touriga Nacional (70%) e Tinta Roriz (30%). Na elaboração não se pouparam despesas, rodeando o novo vinho de todos os mimos. Desde a recolha da fruta em caixas de 25 kg e transporte para a adega em camião frigorífico, ao estágio em carvalho francês novo e usado. O resultado é uma perfeita harmonia entre vigor e elegância. Um equilíbrio e riqueza aromática impressionantes para tão tenra idade. Enfim, o tempo o dirá. Para já, entra directo para o círculo dos grandes tintos do Douro e em termos de estreia seria difícil pedir melhor. Excepto a charada do rótulo. Sabemos que à luz da exportação até rima - "éme i and jay bi ci" - mas... importam-se de repetir? |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional e Tinta Roriz |
| Vinificação: |
Vindima à mão para caixas de 25 kg, colocadas num camião frigorífico à temperatura de 16ºC. Após esmagamento e desengace total, fermentação em lagar. |
| Estágio: |
10 meses em barricas novas de carvalho francês de 225 L. Em Julho de 2003 o vinho foi colado com albumina de ovo e ligeiramente filtrado antes de ir para a garrafa. |
| Teor Alcoólico: |
13,7% |
| Produção: |
5 mil garrafas |
| Enólogo: |
João Brito e Cunha |
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O nosso Preço: 1
x 21,40 EUR
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| Quinta de la Rosa - Reserva 2001 |
Uma das mais belas quintas do Douro, legado de uma antiga família de exportadores de Porto, os Feuerheerd. Um dos melhores anos de sempre nessa propriedade que recupera o brilho de outrora: um tinto tão concentrado como suave e elegante, tão fresco de aromas como sóbrio e correcto. Muito mais equilibrado que anteriores colheitas, salto que confirma a ascensão de La Rosa no panorama vinícola duriense.
Já seriam motivos de sobra para justificar a escolha. Mas este vinho marca ainda outra etapa decisiva nessa ascensão: foi o último antes da entrada em cena de Jorge Moreira (Poeira 2001) e, por ser o Reserva da casa, o único que tem já o dedo do jovem enólogo que Sophia Bergqvist (descendente directa dos Feuerheerd) foi buscar à Real Companhia Velha. A pedido daquela que foi a mais badalada contratação do sector em 2002, não vamos revelar como, apenas podemos garantir que este é de facto o primeiro La Rosa com intervenção directa de Jorge Moreira. Aliás, não mexeu em mais nada do que já estava feito.
Quem não conhece o rótulo, portanto não tem termo de comparação com colheitas passadas, pode na mesma comprovar até que ponto vai a influência do enólogo. Guarde este e espere que saia o 2002. Verá como apesar do ano incomparavelmente mais complicado, o salto qualitativo é evidente. A não ser que a casa, como outras no Douro, prescinda de fazer Reserva e utilize os melhores lotes desse ano para melhorar o vinho de base. Seria uma pena, pois a amostra apresentada por Jorge Moreira no último Dão & Douro foi para nós a confirmação definitiva do regresso de La Rosa ao convívio dos grandes. |
Informação Complementar Quinta de La Rosa |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Mistura de castas tradicionais do Douro. |
| Estágio: |
Cerca de 18 meses em barricas de carvalho americano, português e francês. |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Produção: |
Cerca de 5 mil garrafas |
| Enólogo: |
David Baverstock |
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O nosso Preço: 2
x 17,25 EUR
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Selecção de Janeiro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2000 |
1 x 56,10 EUR |
| O Mouro 2000 - Lote Dirk Niepoort |
2 x 18,50 EUR |
| ME & JBC - Selections 2001 |
1 x 21,40 EUR |
| Quinta de la Rosa - Reserva 2001 |
2 x 17,25 EUR |
| Totais: |
149,00 EUR |
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