|
| Quinta do Francês 2007 |
Pois é, o mundo não foi feito para ser vivido a preto e branco e de vez em quando somos confrontados com revelações inesperadas, descobertas imprevistas que nos deixam boquiabertos com o simples prazer da confidência. Foi o que aconteceu com este Quinta do Francês 2007, quando nos preparávamos para passar ao lado de mais um vinho algarvio, traídos pela sobranceria de quem espera pouco da região. De repente, no intervalo de uma interjeição de estupefacção, descobrimos um vinho espantoso pela veemência da fruta, incrível no equilíbrio entre acidez, álcool, taninos e açúcar, surpreendente pela harmonia geral e pelo entusiasmo contido. Sim, claro, o estilo é descaradamente moderno, quase novo mundo na abordagem, mas sempre bem policiado, sem qualquer sintoma de sobrematuração enfadonha ou prenúncio de excessos de qualquer espécie. É um tinto frutado, sim, mas recatado e sério, muito ao estilo dos vinhos do Douro. Aliás, em prova cega seria muito mais fácil situá-lo no Douro, algures no Douro Superior, nas vinhas mais jovens da região, do que em qualquer outra parte do país.
Curiosamente, um nome sonante e que fica no ouvido, que refresca e dá abrigo a estas vinhas ainda tão jovens e imberbes. Porém, quando descobrimos tamanha estrutura e sapiência num projecto ainda tão jovem, com um vinho tão profundamente equilibrado e harmonioso, o que poderemos esperar para os próximos anos, quando as vinhas começarem a entrar na fase madura da vida? |
Características
| Região: |
Algarve |
| Castas: |
Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Syrah |
| Estágio: |
20 meses em barricas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
14% |
| Enólogo: |
Patrick Agostini |
 |
|
Ainda não comentado |
|
|
| |
|
| |
|