FALSIFICADOR DE VINHOS APANHA 4 ANOS DE PRISÃO

FALSIFICADOR DE VINHOS APANHA 4 ANOS DE PRISÃO
O russo Aleksandr Iugov foi julgado na passada segunda-feira por um tribunal francês que o condenou a cumprir uma pena de 4 anos de prisão pelo envolvimento num caso de falsificação de garrafas da região da Borgonha, das garrafas mais caras em todo o mundo. 
 
Já em Agosto de 2014, Rudykurniawan tinha sido condenado a 10 anos de prisão, por liderar aquele que foi considerado à época o maior esquema de falsificação de vinhos em toda a história.
 
O caso remonta ao período entre 2012 e 2014, durante o qual cerca de 400 garrafas foram vendidas, na sua maioria, como se tratassem de garrafas de La Romanée-Conti, sendo que uma pequena minoria foi rotulada fraudulentamente como se fossem da marca La Domaine Leroy Musigny.
 
Resultado total da fraude: mais de 1.826.000 euros obtidos na venda de vinho falso. No entanto, o russo não terá onde gastar o dinheiro nos próximos tempos, visto que na passada segunda-feira (16 de Maio) foi punido com uma pena de 4 anos de prisão (sendo que há a hipótese de dois deles serem cumpridos em liberdade condicional). 
 
Para além da pena de prisão, Iugov terá ainda de pagar avultadas indemnizações: cerca de 150.000 euros por uso fraudulento de marca, mais 550.000 euros pelos danos de causados e compensações, sendo que pelo menos 300.000€ vão para o Domaine de La Romanée-Conti, um valor ainda assim abaixo dos 500.000 euros reclamados por esta prestigiada marca.  
 
Iugov invoca desconhecimento e nega ter dois cúmplices. 
 
Mesmo depois de ter estado 18 meses em prisão preventiva, Iugov alegou que não tinha conhecimento de que as garrafas eram falsas e negou qualquer ligação com dois supostos cúmplices italianos (que se crê que sejam pai e filho) com ligações à indústria dos vinhos, julgados na Suíça em Março de 2015, na sequência deste caso.
 
Também eles foram na altura punidos de forma severa, sendo condenados a 24 meses de pena suspensa e a uma multa de cerca de 5.565 euros, para além de uma compensação de 401.000 euros pelos danos causados à La Romanée-Conti.   
 
Recorde-se que a condenação acontece após uma longa investigação por parte das agências policiais europeias, tornada pública em 2013, quando sete pessoas suspeitas de estarem envolvidas neste esquema foram detidas.  
 
Na verdade, este é cada vez mais um problema recorrente, ao qual as autoridades estão atentas e são cada vez mais as rusgas em leilões e as queixas que põem em causa a autenticidade das garrafas que por lá são vendidas.

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